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O que é Fusca?

A nova coluna do blog ( no ar todas as quartas-feiras) vai se dedicar ao por quê dos nomes dos carros. Para isso, nada melhor que estreiar com um sucesso de vendas, o FUSCA! Aproveitem.

O Fusca, é uma criação germânica da época do nazismo. No período pré segunda Guerra Mundial o país da cerveja era assolado por uma grande depressão financeira. Era preciso um carro simples, barato e eficiente. Neste contesto, o próprio führer alemão pediu a um jovem engenheiro, Ferdinand Porsche (sim, é o pai da marca de carros esportivos) que projetasse o “Carro do Povo”, ou em alemão, o “Volkswagen”.

Daí nasceu o rei de vendas pelo mundo. Mas, como Volkswagen virou Fusca? Foi coisa dos brasileiros. Explico, o primeiro Volkswagen a chegar nas terras de Cabral data de 1959. O projeto teve pouquissimas modificações do desenho elaborado por Porsche, vinte anos antes.

Assim como em outras partes do mundo, o nosso fusqueta foi lançado aqui como Volkswagen. Porém, logo caiu nas graças dos brasileiros e ganhou apelidos. Fusca é uma corruptela da palavra Volkswagen. É que o V em alemão tem som de "fau" e o W é "vê". Ao abreviar a palavra Volkswagen para VW, os alemães falavam "fauvê". Logo que o Fusca foi lançado na Alemanha, ficou comum a frase "Isto é um VW" ("Das ist ein VW"). A abreviação alemã "fauvê" logo se transformou em "fulque" e depois em "fulca". Até, que no Brasil, virou FUSCA. Verdade ou não, pelo menos é assim que a história é contada. (Pesquisa: Fusca Clube do Brasil, Correio Brasiliense e Wikipédia).



Escrito por Rodrigo às 14h33
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E o prêmio vai para....

Dizem que é na hora da morte que o moribundo desesperado pensa em tudo o que passou na vida. Em muitos casos as lembranças não são tão boas e se o pé na cova pudesse voltar no tempo faria mudanças. Pois é, com montadoras de veículos a situação não é diferente. A GM, a mais nova candidata a esqueleto, resolveu inovar no jeito de vender carros. Segundo consta, ela criou o primeiro leilão de zero-quilômetros pela internet. No melhor espírito do Mercado Livre. As apostas tem início com R$ 10, por um zero quilômetro da marca.
 
Segundo a montadora, a ideia é "dar a oportunidade ao público consumidor de adquirir um automóvel a um preço abaixo do mercado". O Mega Lance Chevrolet começou hoje. Para participar, o interessado deve fazer o cadastro no www.megalancechevrolet.com.br e informar o CEP de onde reside. Para cobrir um lance é preciso apenas clicar num botão.
 
Estarão disponíveis três carros da montadora para cada região do país. Quem se aventurar concorre apenas com as pessoas da mesma região. Não há limite de lances. O primeiro leilão termina na quinta-feira (18/06), às 10h. Cada veículo terá um horário específico para encerrar os lances. Não sei se a iniciativa vai vingar e qual é o real objetivo da medida, mas uma coisa é certa: o moribundo está repensando sua vida.


Escrito por Rodrigo às 14h38
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Arriba...

Você pode até não gostar do GM Captiva, achar seu design simples demais e suas rodas cromadas ridículas. Mas muita gente não vê a hora de ter um. Em apenas nove meses de vida aqui no país, o jipão da Chevrolet vendeu 10.484 unidades. Um média impressionante de 1.164, por mês. Para se ter uma ideia do que isso significa, em maio, apenas 556 Renault Clio deixaram as concessionárias da marca francesa. E olha que ele é o modelo mais barato da terra de Napoleão. O Volkswagen Polo, que depois da reformulação caiu na graça do povo, também não conseguiu superá-lo, vendeu "apenas" 1.101 exemplares. Nem mesmo o Chevrolet Vectra, que vive da fama de carnavais passados, mas que custa pouco mais da metade do jipão, foi capaz de batê-lo. Vendeu, em maio, 1.134 carros. 
 
A que se deve então o sucesso nas vendas? Segundo a GM, ao design, o acabamento aprimorado, a boa relação custo/benefício e ao elevado nível de equipamentos. Talvez um pouco presunçoso. O design é motivo de críticas. Com certeza mais moderno que a maioria dos outros Chevrolet, mas até ai os meus desenhos no papel também são. Nada demais. O acabamento também não é lá estas coisas. Vale lembrar que o modelo é montado no México e destinado aos mercados de terceiro mundo. Acabamento caprichado não é uma obsessão. 
 
É na relação custo/benefício que a GM começa a virar o jogo. Não que seja uma barbada, mas sim, o preço ajuda. A versão mais barata é vendida por  R$ 86.833 (tabela Fipe) e entrega um motor 2.4 litros 16V VVT, com 171 cavalos. Traz câmbio sequencial, bancos de couro, controles de estabilidade e tração, computador de bordo, piloto automático, ABS de última geração, seis airbags além de outros mimos. Tudo que um tiozão endinheirado quer ter na garagem. O Toyota Hilux SW4 traz basicamente o mesmo, mas custa em torno de R$ 150 mil.  
 
Mesmo na versão mais cara, a Sport V6, o carro é atraente. Tem um 3.6 litros V6 24 válvulas, com 261 cavalos e alguns equipamentos a mais por R$ 96.020. Para desbancar o mariachi mexicano só mesmo o samurai coreano. Em maio, o Hyundai Tucson vendeu 2.194 unidades e foi o 8º utilitário mais vendido do país. A Captiva ficou na 13ª posição. 


Escrito por Rodrigo às 17h52
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Por que?

Agora a pouco me deparei com um Pontiac G8 GT próximo da Avenida Paulista. Não o reconheci logo de cara. O primeiro pensamento que me veio a cabeça foi: conheço este carro de algum lugar. No segundo seguinte percebi que as linhas eram quase iguais ao Vauxhall Omega australiano vendido aqui pela Chevrolet. Porém algo estava mudado, a traseira tinha quatro escapamentos separados dois a dois nas extremidades. Olhei um pouco mais para cima e vi a inscrição Pontiac, no topo do porta-malas. Pensei, o que um Pontiac faz aqui? O próximo pensamento foi óbvio. Logo um Pontiac que teve o seu fechamento anunciado pela GM americana há alguns dias. Quem foi o louco de comprar? Quanto deve ter custado? Por que ele comprou? Por que? Por que? Nessa hora, para tentar matar a minha curiosidade quase dei uma fechada no Pontiac e questionei o motorista. Mas bater naquele carro ia me custar centenas de dias trabalhados então abandonei a idéia. 
 
O trânsito estava lento e minha fila andou mais que a do Pontiac, pude ver sua lateral. As rodas aro 20 me chamaram a atenção pelo tamanho e beleza. O resto era bem parecido com o Omegão dos executivos e diretores de empresas. A grata surpresa ficou pela frente do carro. O capô nada tinha da tradicional barca australiana. Duas saídas grandes e pronunciadas dominavam quase toda a parte da frente do capô. Elas remeteram minha imaginação a um motorzão digno dos Muscle Cars.

E eu não estava errado, embaixo daquele capô vive um musculoso V8 de 6.2 litros e nada menos que 436 CV! É o mesmo motor que equipa o Corvette. Precisa dizer mais alguma coisa? O carro faz de 0 a 100 Km/h em 4,7 segundos. Completavam a dianteira do carro o símbolo da marca encravado no meio de duas grandes saídas do radiador e saias dianteiras esportivas.
 
A impressão que ficou foi de um carro que pelo motor mais parece um foguete que vem com a comodidade de um sedan para quatro pessoas. Porém, quem compraria um esportivo com cara de tiozão? E ainda com a carcaça de um Omega, que nos países onde os dois veículos são comercializados, não passa de um carro de entrada para uma família classe média. Não tem nada mais broxante. O lado lógico do cérebro até pensa que é uma boa compra. Vai satisfazer a mulher, as crianças e ainda vou ter um Corvette na garagem. Mas, a verdade é que quem compra carro pela razão vai optar por um Toyota Prius e não por um Pontiac musculoso. É por isso que a marca ruiu.

                                                                                                                                                                                            Pontiac ou Vauxhaull

 


Escrito por Rodrigo às 15h14
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Todos querem ser como eu

Quem gosta de carros certamente vai se lembrar desta propaganda. Um primor. Na época em que foi veículada, 2003, o carro em questão fazia parte do desejo de consumo da maioria dos jovens condutores, na faixa dos vinte e poucos anos. Não é a toa que as outras montadores de veículos copiaram o estilo e as inovações apresentadas pelo modelo francês. Basta ver o Ford Fiesta recém lançado na Europa para entender o que eu falo.

O problema deste carrinho é sua durabilidade, que pelo menos aqui no Brasil, é baixíssima. Basta perguntar para quem já teve um e descobrir que os problemas são inúmeros. Mas voltando à propaganda: sua produtora, a Euro RSCG faturou diversos prêmios por causa desta criação. Incluindo os mais importantes do mundo - ouro em Cannes e Clio Awards. Imperdível.  



Escrito por Rodrigo às 01h12
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